domingo, 11 de março de 2012

Da felicidade

Depois de tanto tempo sem postar no Blog, hoje eu quero falar um pouco sobre felicidade.
Talvez seja impossível definir, conceituar esse sentimento, sendo mais fácil reconhecê-lo por exclusão, ou seja, geralmente a sensação de felicidade é sentida quando há uma ausência de sensações ruins, de dores, desconfortos e insatisfações.
Para as crianças a felicidade parece estar numa caixa de bombons, num balanço improvisado numa árvore ou qualquer dessas banalidades que as faz sorrir abobalhadamente. Mas quando crescemos parece que precisamos de cada vez mais coisas, sentimentos ou pessoas para nos sentirmos bem. Desde quando é preciso um motivo pra ser feliz?
Os compromissos, as dívidas, as cobranças, as decepções por vezes furtam-nos o dom de SER feliz, então colecionamos vários momentos de alegria, mas não uma felicidade verdadeira. O nosso mal é querer demais, não conseguir mais se satisfazer com as pequenas alegrias diárias, com o telefonema de um amigo, com um simples pôr de sol, com o fato de ajudar alguém numa conquista, com o sorriso de quem se ama, pelo contrário, só conseguimos reclamar do engarrafamento, de não ter passado na prova de direção ou de ter ouvido um não de alguém.
E ela é assim , sempre tão fugaz, quanto mais a procuramos, mais ela parece se afastar de nós. Até o momento que paramos de persegui-la e sem nem perceber direito ela simplesmente se apodera de nós, exatamente por ser um sentimento que não se prende a nenhum fato para existir, ele simplesmente existe, independente de acontecimentos exteriores, ele habita as ruelas do nosso ser.
É possível também ser feliz sem necessariamente estar feliz o tempo todo. Só conseguimos alcançar a felicidade quando percebemos que ela não consiste em dinheiro, nem em estar cercado de pessoas célebres, mas em se pre-dispor a olhar a vida com suas lentes, torná-la seu verdadeiro objetivo, em saber ser um pouco criança, relevar os erros seus e dos outros, não olhar só pra dentro, rir de si mesmo e sobretudo amar muito, e de repente, quando menos esperamos simplesmente somos felizes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário